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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gucci



Uma das mais famosas labels do mundo, a Gucci tem uma biografia de dar inveja a qualquer marca. Com mais de 90 anos, a maison foi fundada no começo do século XX por Guccio Gucci, um humilde filho de artesãos que começou sua carreira como maitre no famoso e requintado hotel Savoy de Londres na virada do século 19.

Em 1921, Guccio retornou à sua cidade natal, Florença, e abriu uma loja que vendia acessórios de viagem em couro, fabricado pelos melhores artesãos da cidade, inclusive por ele mesmo. No início, sua loja vendia valises e malas em couro, que começaram a chamar a atenção da nova burguesia e da velha nobreza da cidade e, logo depois, do país.



Nos anos 1930, a marca conquistou prestígio internacional, abrindo uma segunda loja em Roma. Na década seguinte, Gucci lançou o primeiro de muitos clássicos da marca: a bolsa com alça de bambu. Na mesma época, a marca adotou o famoso logotipo composto por duas letra G. Ainda na década de 1940, a label lançou outro grande ícone: o mocassim com fivela de metal.

Até a década de 1980, a marca continuou entre as mais famosas do planeta mas ,no fim da mesma década, a label começava a se deteriorar no mercado de luxo, até que a Investcorp adquiriu 50% do capital da Gucci, sendo liderada, a partir daí, por Domenico Del Sole, que transferiu a matriz da marca para Milão e nomeou Tom Ford como diretor de criação.

Hoje a Gucci é uma marca de 91 anos, com uma linha de acessórios, bolsas, perfumes e roupas. Comandada por Frida Giannini, a maison ainda é uma das mais famosas do mercado de luxo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

True Blood



Juntamente com Mad Men, True Blood é um dos sucessos do canal HBO. A série, que encerra sua quinta temporada essa semana, é sensação na internet e conquista cada vez mais fãs a cada temporada.



A série tem como protagonista Sookie (Anna Paquin), uma humana que tem o poder de ler a mente. Em uma época onde os vampiros acabaram de se revelar para a sociedade humana, ela se envolve com um vampiro de mais de 100 anos, Bill Compton (Stephen Moyer).



A figurinista da série  Audrey Fischer faz um ótimo trabalho com o figurino da série , que pode não esbanjar peças grifadas, mas tem personalidade e dá destaque e personalidade à série. Enquanto a protagonista Sookie usa roupas simples como seu uniforme de garçonete e looks como jeans e camiseta ou vestidinhos florais, vampiras como Pan (Kristin Bauer van Straten) e Jessica (Deborah Ann Woll) esbanjam sensualidade e fashionismo em suas peças.



Além dos figurinos do “dia-a-dia” da série,também contamos com diversos flashbacks que mostram as lembranças dos vampiros  antes das transformações.  Entre as épocas visitadas, vamos ao século VIII com os vikings, passando pela guerra civil norte-americana e o inicio do século XX.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Wayfarer



Sabemos que os óculos gatinho ainda serão sensação no proximo verão, mas se tem um modelo de óculos que nunca sai de moda, esse é o wayfarer. Popularizado no século XX por grandes estrelas de Hollywood, ele é o modelo de óculos mais vendido e copiado (!) da história.

Inspirado no óculos aviador, a Rayban resolveu produzir um óculos de sol feito completamente em acetato e com o formato um pouco menor, por isso em 1952 foi lançado o modelo Wayfarer. Inicialmente, não era esperado um grande sucesso por parte do lançamento, já que o modelo aviador já era o favorito da época.



Contudo, no final da década de 50 e no início da de 60, o wayfarer virou símbolo de ousadia e juventude, por ser usado por rockstars como Bob Dylan e estrelas do cinema, como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn, que imortalizou o modelo em 1961, quando estrelou Brakfast at Tiffany’s e apareceu na primeira cena do filme – uma das mais famosas da história do cinema, usando um modelo de hastes pretas, combinado com um LBD, luvas e um colar de perolas. O wayfarer  voltou a ser mania em 2009, quando ícones como Lady Gaga e Robert Pattinson apareceram usando o tal modelo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Burberry



O tecido desenvolvido por ela está entre grandes clássicos do nosso guarda-roupa e a estampa tradicional da marca é a mais copiada da história, aparecendo em diversos acessórios e roupas, genéricos ou originais. Símbolo da aristocracia britânica, a Burberry – responsável por diversos clássicos do mundo da moda foi criada há mais de 150 anos atrás e, mesmo com uma história turbulenta, conseguiu até hoje se manter como um dos grandes nomes da moda mundial.

Criada em 1856 por Thomas Burberry, um aprendiz de tecelão de apenas 21 anos, a marca começou com simplicidade e grande qualidade em suas peças, caindo nas graças dos britânicos que se tornaram clientes fiéis e fizeram da marca um grande empório em menos de 20 anos. Contudo, somente em 1880 a marca desenvolveu o Gabardine, um tecido impermeável usado para fabricação de casacos e roupas para proteção contra chuva, tão comum na Inglaterra, sendo patenteado somente oito anos depois de seu desenvolvimento.



No final do século XIX, Thomas Burberry desenvolveu para o exército britânico o que seria o antecessor do trench coat, que ficou conhecida como capa de chuva militar. Já no inicio do século XX, em 1911, equipado com casacos desenvolvidos pela Burberry, o explorador norueguês Roald Amundsen se tornou o primeiro homem a cruzar o Pólo Norte e, três anos depois, em 1914, a marca foi novamente convidada para renovar o casaco militar feito pelo próprio – criando assim o trench coat.

Dez anos depois, em 1924, foi criado e patenteado pela marca o xadrez Burberry composto pelas cores bege, preto,vermelho e branco. Porém, somente nos anos 70 que a marca foi se internacionalizar, abrindo uma loja âncora em Manhattan, na mesma época, a marca estava esteriotipada como antiquada e velha, tendo clientes na faixa de 50 anos.  Para renovar a maison, em 1997, o grupo GUS (que detém a maioria das ações da marca), contratou Rose Marie Bravo para ser a principal executiva da marca e  Roberto Menichetti, ex-estilista de Jil Sander para comandar a criação.

Além de renovações internas, a marca contratou Kate Moss para ser garota-propaganda da marca. Por causa disso, a marca se tornou novamente queridinha do mundo fashion, sem perder os clientes tradicionais e atraindo novos clientes. Com isso, a Burberry é uma das marcas mais tradicionais e aclamadas da moda atual.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tweed



Um dos clássicos que resurge todos os invernos no nosso guarda-roupa é o tweed. O tecido rústico, inicialmente usado para confecção de roupas do operariado, hoje é um item essencial para o look nosso de cada inverno.

Criado nas margens do rio Tweed, uma fronteira natural entre a Inglaterra e a Escócia, o tecido é feito com tramas de lã rústicas, e era usado desde a idade média para aquecer operários e trabalhadores que não possuiam tecidos mais elaborados ou peles para se aquecer. Mais tarde, o tecido também era utilizado para a confecção de roupas para caça.



Apenas em meados do século XX, Harris Tweed “glamurizou” o tecido, criando peças mais elaboradas feitas de tweed e assim, inserindo-o na moda da época, mas apenas na região entre a Inglaterra e a Escócia.

Contudo, somente em 1928 o tecido foi completamente difundido no mundo da moda a partir de mademoiselle Coco Chanel, que criou uma coleção inteira confeccionada em tweed. Chanel criou o conjuntinho tweed, composto por um casaco e uma saia e até hoje são o carro chefe  da marca, junto com outros clássicos como a Chanel 2.55

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Meia-calça



Com o inicio do inverno na proxima semana, um dos itens que volta para a parte de baixo do guarda-roupa das mulheres nessa época é a meia calça, essencial para deixar o look mais quentinho e charmoso, não importa a temperatura. Hoje, a peça é praticamente exclusiva das mulheres mas, inicialmente, era usada muito mais por homens, ja imaginou?

Os primeiros registros do uso de algo parecido com meia-calça esta na Mesopotanea, onde os soldados usavam meias confeccionadas em lã e algodão.  A partir do século XIV os nobres usavam as tais meias como artificio de “sedução” pois ela destacava seus dotes fisicos.

Na metade do século XIV, os homens que possuiam meia-calça feita por algum tecelão espanhol tinham maior status, os nobres chegavam a ter até oito pares de meia, um sinal de luxo. Nessa época, os reis eram presenteados com meias de seda, um dos presentes mais apreciados pela nobreza.



Apenas no final do século XVI, as meias foram ficando mais finas e usadas mais pelas mulheres. Os homens deixaram o acessório de lado e o modelo 7/8 foi inventando, sendo o preferido das mulheres na época. Mas somente no século XX a meia calça se tornou um acessório sexy para as consumidoras femininas.

No periodo da I guerra mundial, a escasses de produção atingiu também a moda e com isso, a meia calça (de material fragil e facil de rasgar) foi ficando escassa e isso obrigou as mulheres a desenhar um risco na parte de tras das pernas para simular a costura da meia, algumas mulheres da época diziam sentir mais falta de suas meias calça de que de seus maridos no periodo de guerra.

Hoje, a meia vem em diversos materiais, cores e estampas, sendo de facil acesso e também peça basica no vestuario feminino.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Esmaltes


Se tem uma coisa que toda – ou quase toda, mulher gosta, é esmalte. Algumas são tão viciadas nos vidrinhos coloridos que até colecionam, eu mesma tenho mais de 100! Mas desde quando eles são usados? De onde vieram? Quem criou?

Como a maioria dos cosméticos, o esmalte foi, primeiramente, datado no Antigo Egito, por volta de 3500 a.C.. Algo muito semelhante ao esmalte foi usado por mulheres egípcias, à base de tinta de henna preta, era  usado para distinção social, apenas nobres usavam tais tinturas. Logo as unhas com cores ganharam o gosto da realeza egípcia, tendo pessoas Cleópatra como uma de suas admiradoras. Dizem que a Rainha do Nilo adorava, até mesmo, um vermelho-escuro.



Também com objetivo de distinção social, o esmalte era usado na China Antiga, por volta de 3 a.C., em tons vermelhos e metálicos  (feitos com soluções de prata) nas unhas, significavam a ocupação de um lugar privilegiado na hierarquia social.



Até o século XIX o uso dos esmaltes ficou estagnado, tendo as unhas sem nada, apenas em pequeno comprimento. Já no século XX, os esmaltes começaram a se destacar de novo, em 1925, na tentativa da descoberta de novas tinturas de carro, descobriu-se algo parecido com o esmalte, que coloria as unhas apenas por algumas horas. Já em  1932 os irmãos Charles e Joseph Revlon custearam a invenção de um novo tipo de esmalte, mais brilhante e com um leque variado de tonalidades.