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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Burberry



O tecido desenvolvido por ela está entre grandes clássicos do nosso guarda-roupa e a estampa tradicional da marca é a mais copiada da história, aparecendo em diversos acessórios e roupas, genéricos ou originais. Símbolo da aristocracia britânica, a Burberry – responsável por diversos clássicos do mundo da moda foi criada há mais de 150 anos atrás e, mesmo com uma história turbulenta, conseguiu até hoje se manter como um dos grandes nomes da moda mundial.

Criada em 1856 por Thomas Burberry, um aprendiz de tecelão de apenas 21 anos, a marca começou com simplicidade e grande qualidade em suas peças, caindo nas graças dos britânicos que se tornaram clientes fiéis e fizeram da marca um grande empório em menos de 20 anos. Contudo, somente em 1880 a marca desenvolveu o Gabardine, um tecido impermeável usado para fabricação de casacos e roupas para proteção contra chuva, tão comum na Inglaterra, sendo patenteado somente oito anos depois de seu desenvolvimento.



No final do século XIX, Thomas Burberry desenvolveu para o exército britânico o que seria o antecessor do trench coat, que ficou conhecida como capa de chuva militar. Já no inicio do século XX, em 1911, equipado com casacos desenvolvidos pela Burberry, o explorador norueguês Roald Amundsen se tornou o primeiro homem a cruzar o Pólo Norte e, três anos depois, em 1914, a marca foi novamente convidada para renovar o casaco militar feito pelo próprio – criando assim o trench coat.

Dez anos depois, em 1924, foi criado e patenteado pela marca o xadrez Burberry composto pelas cores bege, preto,vermelho e branco. Porém, somente nos anos 70 que a marca foi se internacionalizar, abrindo uma loja âncora em Manhattan, na mesma época, a marca estava esteriotipada como antiquada e velha, tendo clientes na faixa de 50 anos.  Para renovar a maison, em 1997, o grupo GUS (que detém a maioria das ações da marca), contratou Rose Marie Bravo para ser a principal executiva da marca e  Roberto Menichetti, ex-estilista de Jil Sander para comandar a criação.

Além de renovações internas, a marca contratou Kate Moss para ser garota-propaganda da marca. Por causa disso, a marca se tornou novamente queridinha do mundo fashion, sem perder os clientes tradicionais e atraindo novos clientes. Com isso, a Burberry é uma das marcas mais tradicionais e aclamadas da moda atual.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tweed



Um dos clássicos que resurge todos os invernos no nosso guarda-roupa é o tweed. O tecido rústico, inicialmente usado para confecção de roupas do operariado, hoje é um item essencial para o look nosso de cada inverno.

Criado nas margens do rio Tweed, uma fronteira natural entre a Inglaterra e a Escócia, o tecido é feito com tramas de lã rústicas, e era usado desde a idade média para aquecer operários e trabalhadores que não possuiam tecidos mais elaborados ou peles para se aquecer. Mais tarde, o tecido também era utilizado para a confecção de roupas para caça.



Apenas em meados do século XX, Harris Tweed “glamurizou” o tecido, criando peças mais elaboradas feitas de tweed e assim, inserindo-o na moda da época, mas apenas na região entre a Inglaterra e a Escócia.

Contudo, somente em 1928 o tecido foi completamente difundido no mundo da moda a partir de mademoiselle Coco Chanel, que criou uma coleção inteira confeccionada em tweed. Chanel criou o conjuntinho tweed, composto por um casaco e uma saia e até hoje são o carro chefe  da marca, junto com outros clássicos como a Chanel 2.55

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Trench Coat


Um dos clássicos da moda, junto com o LBD, a camisa branca e o tailleur, o Trench coat, peça criada para os militares ingleses na Segunda Guerra Mundial – daí o nome trench coat ou “casaco de trincheiras” é um dos hits da estação e, entra inverno, sai inverno, está sempre na moda.

Há controvérsias sobre a origem da peça, que é disputada por duas famosas labels da terra da rainha, Burberry e Aquascutum. Segundo a marca Burberry, o trench coat foi uma peça adaptada em 1914 para atender às necessidades dos militares britânicos, acomodando os equipamentos dos mesmos e fabricado a partir de um tecido impermeável patenteado por Thomas Burberry em 1888. Já Aquascutum diz que a mesma patenteou uma lã impermeável em 1851 e que foi usada, posteriormente, para fabricar os casacos militares britânicos.


O casaco é totalmente projetado para um soldado em guerra de trincheiras, sendo a aba do peito um reforço para apoiar a arma, as abas dos ombros para carregar mapas ou quepes e o punho ajustado com fivelas para se proteger do frio.

Apesar de ter sido criado no começo do século, o casaco só se popularizou –primeiramente entre os homens, na década de 40, a partir do personagem Rick Blaine, interpretado por Humphey Bogart, no filme Casablanca. Já as mulheres, só começaram a usar a peça nos anos 60, quando personalidades como Marilyn Monroe e Jack O. os utilizavam em suas aparições públicas. Audrey Hepburn imortalizou a peça quando a usou em diversas cenas do filme Breakfast at Tiffany’s.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Renda

Criada na França em meados do século XIV e, inicialmente, usada somente por clérigos para vestes de cerimônias religiosas a renda, tecido-tendência das últimas estações começou a ser realmente usada no inicio do século XVI.

Com a popularização do tecido, países como França, Inglaterra, Bélgica, Hungria e Irlanda se tornaram grandes produtores de renda. O tecido foi introduzido na corte francesa por Catarina de Médici. Na época, o tecido fez tanto sucesso que quase todas as vestimentas eram feitas do mesmo, o que causou um grande prejuízo para os cofres públicos e resultou na proibição da renda pelo rei.



A partir do século XVII, a renda começou a ser usada em adornos de cabeça, babados ou como partes de vestido. Também nessa época, a renda de máquina começou a ser fabricada. Já no inicio do século XIX, a renda já era usada para muito mais adereços como véus, casacos, chalés e até vestidos feitos inteiramente de renda. Até esse período, o tecido era fabricado a partir de fios de linho, que foram posteriormente substituídos por algodão. No inicio do século XX a renda perdeu popularidade, sendo associada somente a fabricação de lingeries.



No Brasil, a renda foi trazida pelos portugueses e era do tipo bilros, sendo até hoje a renda artesanal mais popular do país, produzida, na maioria das vezes, por mulheres de pescadores e descendentes de portugueses. Atualmente, a renda é usada em praticamente tudo, como vestidos, sapatos, shorts e blusas.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sapato Oxford

Criado no século XVII na Irlanda, o sapatinho fechado com cadarços e feito de couro só usado por homens, virou febre entre os alunos da universidade de Oxford, Inglaterra, ganhando assim o nome da universidade que fez sua fama.

Atualmente o sapato voltou à moda e vem se mantendo em alta nas últimas temporadas. Além de invadir o guarda-roupas feminino, o Oxford ganhou versões coloridas, estampadas, com salto e, até mesmo, de plástico.



Como usar

O melhor desse tipo de sapato é o fato de que ele é mais democrático do que outros tipos de sapatos fechados, como o tênis. O Oxford pode ser usado com praticamente todo o tipo de look, tendo algumas restrições apenas quanto ao material e à estampa do sapato.



Oxford coloridos ficam ótimos em looks mais casuais e em baladas, mas precisam ser evitadas em ambientes que pedem mais formalidade, onde não se pode ousar muito no look. Já aqueles com salto, vão muito bem com looks mais formais, desde que sejam de cores sóbrias como preto, branco, marrom ou cinza. Aqueles com estampas vão melhor com roupas mais discretas, para que não haja conflito entre o sapato e a roupa.