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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sapatilhas



Não sei  vocês, mas eu não vivo sem sapatilhas. Me acostumei desde pequenininha com as próprias sapatilhas de ballet e, como nunca gostei de usar tênis, adotei as flats como favoritas e hoje tenho mais de quinze pares. Teoricamente, tais sapatos foram introduzidos pela princesa Catarina de Médicis na corte francesa, influenciada pelas próprias sapatilhas de ballet, porém, desde a época do antigo Egito que se tem registros de sapatos baixos e fechados usados por faraós.

Até o século XVI, os sapatos não possuiam salto, até que a rainha consorte da França na época, a propria Catarina, pediu para o sapateiro real que colocasse dois centímetros de salto em seus sapatos de casamento, o que causou furor na corte e todas as mulheres fizeram o mesmo, criando assim, a nossa santa sapatilha de cada dia.



A partir daí, as sapatilhas foram um pouco esquecidas, até que na década de 1950 a marca – até então exclusiva de adereços de ballet - Repetto produziu modelos de sapatilha com um pequeno salto, como os usados no século XVI. Na mesma década, a diva Brigitte Bardot – que foi bailarina clássica por 12 anos, pediu para Rose Repetto (dona da marca de ballet) que fizesse uma sapatilha que se pudesse usar o tempo todo.

Então a marca criou a Cedrillon, uma sapatilha desenvolvida exclusivamente para B.B. que as usou em diversas cenas de “E Deus criou a mulher”, filme que transformou Brigitte em musa. As Cedrillon eram vermelhas e de verniz.

Outra diva, Audrey Hepburn, era uma das mais adeptas da sapatilha na década de 60, sempre usando-as em seus filmes e assim, ajudando as flats a se popularizarem ainda mais. Audrey aparece usando-as em diversos filmes, desde Bonequinha de Luxo até Sabrina. Hoje, as flats são essenciais a qualquer mulher, sendo sinonimo de conforto e também de elegância.

domingo, 27 de novembro de 2011

Cropped pants



Depois da febre do cropped top, chegou a vez de falarmos das cropped pants. Na terra da Rainha, cropped corresponde ao verbo “aparar", "encurtar”, melhor opção para quem precisa trabalhar de calças no calor da estação mais quente do ano. Seu estilo, que deixa os tornozelos à mostra, dá a aparência de um look mais fresco. Para ser cropped, o modelo precisa ter uma das duas seguintes características: ser uma calça mais curta (que lembra um pouco as antigas capri que você já usou que eu sei – o seu passado lhe condena) ou ter a barra dobrada, como já mostramos aqui no blog.

[caption id="attachment_2168" align="aligncenter" width="455" caption="Abaete, Verrier e Lacoste"][/caption]

Elas podem aparecer aparecer de diversos modelos, cores e estampas. Os tecidos vão desde os modelos de alfaiataria, mais leves como cetim e, até mesmo, os mais descolados, com rasgos, detalhes e aplicações.

Dicas

O modelo combina com todos os estilos e biotipos, mas é preciso tomar alguns cuidados para que não haja erros. O corte reto disfarça quadris e coxas grossas. Olhos atentos ao cós: logo abaixo da linha do umbigo ele não amplia o bumbum. Utilizada com sapatilhas de bico fino alongam a silhueta.

Para os pés, escolha modelos mais baixos como Oxford, sapatilhas e rasteiras. Para combinar com salto, invista nos clogs, ankle boots, espadrilles e sandálias pesadas.

Curiosidades

Nas décadas de 50 e 60, Brigitte Bardot e Audrey Hepburn já usavam suas cropped pants. Isso só prova, mais uma vez, que a moda vai e volta, sempre reformulada, repaginada e reinventada, mas volta! Por isso sempre digo: “Mãe, não joga isso fora, vai voltar um dia”. Ahh, se ela tivesse guardado suas cropped pants...



Quem usa

[caption id="attachment_2170" align="aligncenter" width="482" caption="Victoria Beckham"][/caption]

[caption id="attachment_2171" align="aligncenter" width="498" caption="Michelle Williams, Jessica Alba, Sarah Jessica Parker e Reese Witherspoon"][/caption]

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Biquíni

Adorado pelas mulheres, idolatrado pelo homens – em alguns casos - o biquíni é a peça principal do verão. Criado em 1946 por Jacques Heim, a peça ganhou esse nome a por causa do pequeno Atol de Bikini, no Pacífico. O estilista teve a ideia de desconstrução do maiô – até então, traje de banho mais popular entre as mulheres - quando soube que em 1945 a população inteira do Atol de Bikini foi transferida para o Atol de Rongerik para que os EUA pudessem realizar testes nucleares na área.


Contudo, alguns moradores bikinenses que permaneceram em ilhas perto do Atol, foram contaminados com elementos radioativos. Para que os médicos analisassem os infectados com a radiação, foi criada uma espécie de traje feito com folhas de edições velhas do New York Times, que era constituído de quatro triângulos que eram usados para cobrir a parte íntima dos doentes já que suas roupas foram destruídas com a radiação. Essa peça ficou conhecida como o “Jornal Lingerie”.


No mesmo período, as notícias de testes nucleares norte-americanos na Ilha de Bikini  corriam o mundo. Foi aí que o estilista Jacques Heim resolveu criar um novo traje de banho a partir de quatro triângulos – dois usados embaixo e dois em cima - costurados em fio de algodão e com estampa que imitava um jornal. Criou-se assim o biquíni.


Pela tragédia do “Jornal Lingerie” e do tamanho do novo traje de banho, o biquíni escandalizou a sociedade da época, fazendo com que nem modelos quisessem vesti-lo. Por isso, a primeira mulher a usar um biquíni foi Micheline Bernardini, uma stripper. A peça causou tanto espanto que a famosa editora de moda francesa Diana Vreeland disse uma vez que o biquíni “é a invenção mais importante desse século (XX), depois da bomba atômica”.



Brigitt Bardot em "Deus criou a mulher" e Ursula Andress em 007

Nos anos 60 o biquíni foi mais aceito pela sociedade. Na mesma época, a atriz Brigitte Bardot usou uma peça ainda ousada para a época no filme “E Deus criou a mulher”, reafirmando seu papel de sex symbol. Ainda na década de 60, a atriz Ursula Andress ao interpretar uma Bond girl no filme “007 Contra o Satânico Dr. No”, sai do mar usando um modelo que marcaria a história da moda e do cinema.

Hoje, o biquíni tem suas variações que vão das mais comportadas às mais ousadas e o Brasil tem um papel importante na indústria e na produção de moda praia. O biquíni brasileiro conquistou passarelas dentro e fora do país por sua variedade. Marcas como Cia. Marítima e Rosa Chá são destaque no beach wear.
respectivamente: Michellini Bernardini e o primeiro biquini, Marilyn Monroe e um tipico modelo 60's, o modelo de tricô que foi moda na década de 70 e o modelo asa-delta, popular nos anos 80.