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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

ELLE



A maior revista de moda em circulação do mundo, responsável por descobrir Brigitte Bardot e apostar em Pierre Cardin, a revista ELLE está presente e influente no mundo fashion há quase 70 anos e cada vez mais relevante para o mundo da moda.

Em 1945, em um conturbado período do final da II Guerra Mundial, onde as mulheres precisavam de uma revista nova, moderna e otimista, foi criada a ELLE, que em francês significa simplesmente “ela”. Fundada por Pierre Lazareff e sua esposa Hélène Gordon, que imaginaram uma revista “séria dentro da frivolidade e ironia perante o grave”.



Em sua primeira edição, a ELLE chegou às bancas no dia 21 de novembro de 1945 e vendeu mais de 700 mil exemplares, um grande marco. Em 1947, dois anos depois, foi uma das maiores divulgadoras do new look Dior, onde suas páginas foram tomadas por tailleurs e saias rodadas.

Somente no fim da década de 60, a ELLE lançou sua primeira edição fora da França, não nos EUA, mas sim no Japão, onde a revista não teve dificuldades de superar a marca de 1 milhão de exemplares comercializados mensalmente. Depois disso, só em  1985 as edições norte-americana e britânica foram lançadas. A ELLE Brasil foi lançada um ano depois, em 1986, chegando às bancas brazucas com  Julie Kowarick, fotografada pelo renomado fotógrafo J.R.Duran.

Hoje a ELLE é a maior revista do mundo em circulação, tendo edições em mais de 60 países, contando com a ELLE Brasil, Croácia, Holanda, Noruega e Finlândia.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

50's



Os anos 50 foram uma década marcada por recomeços. Com o fim da guerra,  recessão na economia foi vagarosamente dando espaço para a bipolarização mundial, dando inicio a guerra fria e conseqüentemente a formação de novas potencias mundiais.  Com o final da guerra, o racionamento de tecidos havia acabado, assim como o minimalismo de mademoiselle Chanel, que perdia espaço para o “New Look” Dior.

Diferentemente da silhueta pesada do final dos anos 30 e do começo dos 40, a silhueta 50’s é jovial e feminina que as mulheres tanto ansiavam.  A necessidade da moda pela volta da sofisticação e do luxo vinha da necessidade de escape de tudo o que a guerra trouxe de “pesado”, tanto para a moda quanto para o cotidiano mundial.

[caption id="attachment_1863" align="alignleft" width="529" caption="Exemplo de looks lady like atuais."][/caption]

 

Para compensar os anos de looks minimalistas, onde mademoiselle Chanel reinava absoluta com sua Maison, chega com Dior o estilo Lady Like. As principais características desse estilo são saias evasê e lápis, vestidos godê e calças cigarrete de cintura alta. Já na cartela de cores, há o predomínio de tons pasteis e cores sóbrias.



Os ícones 50’s são referencia em estilo e elegância até hoje, como Audrey Hepburn, Grace Kelly, Rita Hayworth, Marilyn Monroe e Bridget Bardot, divas do cinema na época.

 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A single man



Só por ser dirigido por Tom Ford e protagonizado por Colin Firth (ganhador do Oscar de Melhor Ator em 2010), “A single man” tinha tudo para dar certo, contudo, o filme foi além do estreante diretor-estilista, do magnífico ator protagonista e de um figurino digno de Oscar.

O filme que conta a história de um professor universitário dilacerado pela perda de seu companheiro de longa data e, mesmo assim, mantém as aparências. É dramaticamente poderoso e digno dos inúmeros prêmios que ganhou.

Super premiado, o primeiro filme de Tom Ford não teve figurino assinado pelo mesmo, mas sim por Arianne Phillips, figurinista de "Garota interrompida", "O Corvo" e "Johnny & June". Além disso, personal stylist de Lenny Kravitz, Justin Timberlake, Courtney Love e Madonna, só pra citar alguns.



Tanto o figurino masculino quanto o femino são impecáveis e totalmente verossímeis com a moda da época. No figurino masculino temos presença de gravatas slim, sweaters com camisa e uma novidade até então: o jeans. Já para o feminino, o figurino é composto de muitos vestidos tubinho, cabelos com volume, delineador gatinho e flats.

Um fato interessante sobre o filme em si, é que ele tem personagens secundários “baseados” nitidamente em personalidades da época, como James Dean e Bridget Bardot, que não representados respectivamente como Carlos –um jovem filho de mexicanos, e Lois –aluna de George. Esses personagens, apensar de secundários, demonstram a relação dos jovens e seus ídolos da época (mesmo não ficando explicito no filme que Lois e Carlos não são fãs de Bridget e Dean).